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Imagem: Andreea Anghel

“… esse rude descobrir-se e procurar-se, 
esse áspero sabor um do outro, sabe como é, o amor.”
[Italo Calvino]

Não é porque não te escrevo mais

que desaprendi o ofício de amar.

 

Só a madrugada sabe das cores que te imagino

no amanhecer de cada promessa não cumprida:

aquele beijo atrás do muro, aquele apelo mudo

por um abraço mais seguro, aquelas mãos em prece

rezando os corpos em movimento profundo…

 

Sangro os dias e bebo vinho

enquanto espero a morte de alguma estrela

(uma especialmente brilhante,

que guarda o teu nome em segredo).

 

Tenho ânsias de sonhar-te à noite

já que o dia inteiro te sonho longe de mim.

Sou movida à esperas… desde que te conheci.

E só tu podes saber quão selvagem é meu silêncio.

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4 respostas para

  1. Mariana Gouveia disse:

    Ah! Perdi o fôlego!

    Curtir

  2. Ana Teixeira disse:

    Triccia, assim não vale! É um melhor que o outro! Haja coração!

    Curtido por 1 pessoa

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