Cura…

alberto-pancorbo2

Alberto Pancorbo

Albergada numa vida sonhada pelo invento,

mas nunca parida pelo intento.

Fui sabendo de mim por aquilo que perdia.

[Nayara Fernandes]

Entre feridas abertas e pedras soltas
ecoa um grito surdo, abandonado…
É o amor, que não se cumpriu,
que chora em silêncio.

No fluxo das sombras, nenhuma maldade,
apenas algumas cicatrizes abstratas
e infinitas lembranças concretas
a fecundar os ossos…

E nascem flores, quando digo o teu nome,
e são coloridas e negras e invisíveis…
Elas lembram a tua chegada
e, só por isso, sabem curar meus olhos.

Anúncios
Esse post foi publicado em Poesia e marcado . Guardar link permanente.

4 respostas para Cura…

  1. Ainda não disse, mas adoro essas epígrafes que você coloca! Elas dão um toque especial nas suas poesias, que por sinal nem preciso dizer que são belas. Abraços

    Curtido por 1 pessoa

  2. Mariana Gouveia disse:

    eu só suspiro!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s