O que restou de mim…

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Jaya Suberg

Mas o que os olhos dizem não cabe
num poema, nem eu sei como se diz
o amor que só os olhos conhecem.

[Nuno Judice]

A noite invade

– bruta, áspera –

nem parece que choveu!

.

Não há estrelas vagalumeando o escuro

nem sorrisos secretos pelos cantos da casa.

.

Só lágrimas surgindo

pelos cantos dos olhos

– teimando –

e, eu, à mercê de um colapso.

.

O silêncio toca uma sinfonia

que eu dediquei para as tuas mãos,

enquanto sinto uma falência múltipla dos sonhos.

.

Uma luz cruzou o meu corpo

– eram teus olhos de abismo –

me engolindo por dentro,

me engravidando de flores.

.

Morri um pouco e o que sobrou de mim

espero para te entregar num poema.

.

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