.

noell-s-oszvald

Noel S. O.

e uma noite a vida
começa a doer muito
e os espelhos donde as almas partiram
agarram-nos pelos ombros e murmuram
como são terríveis os olhos do amor
quando acordam vazios.

[Alice Vieira]

Acordei com uma dor
das coisas perdidas, minhas e tuas,
uma tristeza que segue sozinha,
que não pode ir de mãos dadas.
.
É uma tristeza que tenho impregnada
por não ter estado desde sempre
entre os teus versos, no teu mundo
tão particular, tão subentendido. 
.
Mas, agora, tenho esse tudo
– que não é nada, enfim –
um amontoado de sensações
e lembranças, frases não ditas,
ausência, sentimento e cansaço.
.
E, mesmo assim, uma voz insistente, 
dentro de mim, ainda sussurra, 
como se rezasse para um Deus 
cego e surdo: “Eu te adoro”.
.
E nem sei porque me irrito
com a tua apatia, se eu mesma
já desisti de mim há tempos…
.
.
Anúncios
Esse post foi publicado em Poesia e marcado . Guardar link permanente.

2 respostas para .

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s