02_by_BlasphemedSoldier

Desconheço a autoria da Imagem.

Encostei-me a ti,
sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem
depus a minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso,
e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.

[Cecília Meireles]

Amo a chuva
porque ela carrega
o seu cheiro e o frescor
da sua boca…

É na chuva
que o mar se deita
para respirar a memória
das águas doces…

(Penso nisso e logo sinto
um fluxo contínuo
que passa da chuva pra mim,
uma enxurrada de águas claras
gritando o seu nome
à margem dos meus olhos…)

A sua boca, meu amor,
de tantas umidades
corrompe o sal
numa docilidade sem fim…

E eu me perco
na saudade do seu beijo
que é doce e sal,
sumo e cor… calor e vida!

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5 respostas para

  1. Pingback: #7 – Poesias: Releituras

  2. F.M. disse:

    Até hoje não encontrei um poeta que não descrevesse, escrevesse ou se inspirasse na chuva, belos versos!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Mariana Gouveia disse:

    muito encanto…muito!

    Curtido por 1 pessoa

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