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És o fósforo e a chama
se quisesse fugia – prefiro arder

[João Habitualmente]

Entre o desejo e a ternura
o que fica guardado
é o teu cheiro adocicado
entre os meus cabelos de sol,
debaixo das minhas unhas…

E, se eu nunca mais puder vê-lo,
ficarão os versos de um poema
que te fiz, à luz da lua,
na noite em que inteira eu fui tua.

Zombarão de mim os anjos por ser,
ainda, tão atrevida e insistente
a visitá-lo mesmo que em sonhos…
(os mais ardentes).

E deixarás a porta aberta…
e entrarei em segredo,
pé ante pé,
como teu Anjo Noturno,
para não acordar os teus medos.

Acariciarei o teu corpo
e ousarei desvendar a prece
que rezas na madrugada
buscando uma única saída:
a paisagem úmida do meu corpo.

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4 respostas para

  1. Mariana Gouveia disse:

    uau!

    Curtido por 1 pessoa

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