11738072_10200798261957007_2650490895538061766_n

Desconheço a autoria da Imagem.

Guarda-me adormecida para sempre no teu peito
ou deixa-me voar uma vez mais
sobre esta terra de ninguém
onde morro por qualquer coisa que me fale de ti.

[Alice Vieira]

     Eu não sei do que gosto mais em ti. Se é do teu modo de andar, lento, como se carregasse todas as tristezas do mundo (e algumas desventuras) sem sentir o peso exato de cada uma delas. Não sei se gosto mais das tuas mãos ou da forma como elas te denunciam. Não sei se gosto mais dos teus olhos ou das tuas mãos. Sei que gosto dos contornos inebriantes da tua boca, da textura e da espessura, da coloração. Não sei se gosto mais dos teus passos, das tuas mãos, dos teus olhos ou da tua boca, como gosto da tua eloquência, da tua inteligência, da tua vaidade, da tua imperfeição. Eu não sei do que gosto mais em ti, mas sei que gosto de ti, tanto, que já nem sei mais de mim.

Anúncios
Esse post foi publicado em Prosa e marcado . Guardar link permanente.

2 respostas para

  1. Mariana Gouveia disse:

    Gosto tanto, tanto, tanto!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s