dark crow4

Dark Crow

Não temos saudades, 
é a saudade
que nos 
tem.

[Eduardo Lourenço]

 

Dias, sucessivamente, cinzas.
Dois olhos, orquídeas verdes,
exalando dor pelo ar.
Alguém sentiu o perfume…

Selvagem instinto, este,
de devorar as minhas mãos,
porque sinto falta das tuas…
(As tuas mãos, onde estão
as tuas mãos?)

De manhã até o anoitecer 
correm rios vermelhos
por entre veias e artérias 
– hemorragia de angústia.
Tudo em mim grita o teu nome.

E o céu nunca mais será o mesmo
sem a companhia do teu olhar.

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Sobre Tríccia Araújo

Talvez o mais importante a saber sobre mim é que sou movida à arte. Tudo o que envolve o humano, na sua condição mais criativa, me cativa. Para além disso, vivo como quem nasceu para observar as miudezas das coisas. O invisível me comove e, depois, me seduz. Tenho uma paixão infinita pelos pássaros. Creio que habito as árvores, cada vez que fico em silêncio. Tenho mania de eternidades...
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6 respostas para

  1. Lunna Guedes disse:

    Certos poemas nos fazem suspirar e nos calam os sentidos e também a alma.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Maria Vitoria disse:

    Este poema pousou em mim e ficou. Muito bom Triccia!!!

    Curtido por 1 pessoa

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