Arquivo da categoria: Prosa

Das coisas que não sei nomear…

Apaga-me os olhos: inda posso ver-te, tranca-me os ouvidos: inda posso ouvir-te, e sem pés posso ainda ir para ti, e sem boca posso inda invocar-te. [Rainer Maria Rilke]       Que nome dar à pele, quando acariciada por … Continuar lendo

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  São brancas as flores que te crescem nas mãos.  Existes na imensa solidão do amor. Vives num estado de anjo invisível. [Rui Miguel Fragas]       O coração, ruidoso, sangra o silêncio de cada lágrima. Que pode uma … Continuar lendo

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Cotidiano…

A vida é um sopro. [Oscar Niemeyer]       Saio pelas ruas e o dia se coagula diante dos meus olhos: sua pele fina, exposta, sangra o mundo. E dói-me tudo. As pedras, que habitam o asfalto, são poros … Continuar lendo

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Não me diga…

o coração que me deixaste é uma casa difícil de habitar. [Renata Correia Botelho]       Não me diga o que falar, o que escrever, como se se importasse em qual abismo me atirarei primeiro. Posso confessar os sotaques … Continuar lendo

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E se…

Cumprimento uma estrela acesa nos teus olhos, sou árvore cujos frutos maduros amanhecem sorrindo. [Joaquim Pessoa]       E se eu te amasse no sopro do vento, suave e lento, beijando tua pele num perfumado ato de amor, será … Continuar lendo

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Num canto qualquer…

E desde então sou porque tu és E desde então és sou e somos. E por amor Serei, serás, seremos. [Pablo Neruda]        Habitas a minha alma e quando a noite cai em mim, tão profunda quanto escura, … Continuar lendo

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Das pequenas mortes diárias…

Não é tanto a saudade que dói, mas o remorso. O remorso de todo o perdido em nossa vida, coisas de antes e depois, coisas de nunca, palavras mudas para sempre, um gesto que sem remédio jamais teve destino, o … Continuar lendo

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